"Em metafísica, um particular é um ente distinto de um universal"
14 de março de 2013
AI MINHA VOZ!
Minha voz é depois do coração e da cabeça, o meu bem mais precioso do mundo. É o meu instrumento de trabalho, que se entrar em um estágio de stress ou esforço, se cala rapidamente.
Trabalhar em escola do município é ter que triplicar esse cuidado. Principalmente porque as condições de trabalho não são aliadas ao esforço e dedicação do professor. As salas são desproporcionais à quantidade de alunos, o ventilador de 1915 faz mais barulho do que levanta um fio do meu cabelo, as crianças ficam suadas, exalam ainda mais calor,ficam agitadas e a sala se torna uma sauna acima de 40 graus no Rio de Janeiro.
A falta de educação familiar não é algo particular do ensino público, eu sei. Mas é mais fácil administrar a falta de limites, respeito e a agressividade quando estamos em um local mais acolhedor, fresquinho, com as moléculas mais assentadas, estabilizadas. Minha voz parece que se perde no calor, na poeira e nos gritos de certas crianças. Porém, o que mais afeta é o emocional, lidar com um clima de trabalho frio, adultos maldosos ou invejosos. Em qualquer trabalho estamos sujeitos a isso, mas na escola pública, o caldeirão fica borbulhando mais ainda. Por isso que só esfriarei quando minha voz sumir de vez e enquanto ela sair, além de conhecimentos e tudo que puder oferecer de melhor para meus pupilos, me defenderei daqueles que querem passar por cima de mim e falo diretamente para quem tiver a intenção de me prejudicar:
- Você é uma linguaruda. Sua língua dá voltas e voltas pela escola!
Minha voz sai com dificuldade, mas não perco a oportunidade de me defender de quem me faz mal e afinar cada vez mais o meu tom para propagar o bem ao meu redor.
2 de novembro de 2012
DO PARTICULAR PARA O PÚBLICO - Direto ao ponto!
Desde que comecei a trabalhar na escola municipal, não tive tempo para ligar para amigas, família, Oi, Ninguém. Abro este tópico com situações muito peculiares que ocorrem na minha rotina e que me lotam de alegria e esperança.
"- Tia, eu não gosto da minha tia biológica, você quer ser a minha tia biológica?
- Tudo bem Jaqueline.
No dia seguinte...
- OI TIA BIOLÓGICA!"
MELHOR ASSIM...
"- Tia, eu não gosto da minha tia biológica, você quer ser a minha tia biológica?
- Tudo bem Jaqueline.
No dia seguinte...
- OI TIA BIOLÓGICA!"
MELHOR ASSIM...
13 de setembro de 2012
AMIZADE
Amizade (do latim amicus; amigo, que possivelmente se derivou de amore; amar, ainda que se diga também que a palavra provém do grego) é uma relação afetiva, a princípio, sem características romântico-sexuais, entre duas pessoas. Em sentido amplo, é um relacionamento humano que envolve o conhecimento mútuo e a afeição, além de lealdade ao ponto do altruísmo
Com o tempo, muitas questões que envolvem amizade começaram a fervilhar na minha cabeça.
A minha amiga não pode ser mais ou menos amiga porque deixa de curtir o feriado com sua família, marido ou sozinho eu já deixei de tentar fazer festa há tempos ... Quero mais ela aproveite muito, curta a viagem, esteja feliz. Eu viajo quando posso nesta época mas geralmente não consigo e também não vou em todas as festas de amigos por uma característica um pouco anti social da minha personalidade.
A minha amiga não pode ser mais ou menos amiga porque deixa de curtir o feriado com sua família, marido ou sozinho eu já deixei de tentar fazer festa há tempos ... Quero mais ela aproveite muito, curta a viagem, esteja feliz. Eu viajo quando posso nesta época mas geralmente não consigo e também não vou em todas as festas de amigos por uma característica um pouco anti social da minha personalidade.
Não tenho mais orkut, facebook ou twitter pela exposição de fatos, fotos e futilidades, mas principalmente porque fujo da inevitável fofocada da vida alheia, que já me atrapalhou muito.
Já cheguei à conclusão também que não me faz falta receber mensagens de pessoas que acabam escrevendo mecanicamente por se sentirem compelidas moralmente a desejarem tudo de bom para o aniversariante do dia.
O amigo manda mensagens quando pode, de vez em quando, pode lembrar do aniversário quando lê na agenda ou enquanto toma água de coco na praia, no meio do nada.
Posso não estar presente fisicamente, ligar nos aniversários, não acumular atenção em rede social, me isolar, etc. Mas o "balanço da amizade" me fez chegar a seguinte conclusão:
Perdi amizades porque fui traída, ou porque minhas amigas tinham outras melhores amigas que não gostavam de mim, ou porque simplesmente tinham melhores amigas e a confiança parou na última delas. Aliás essa coisa de melhor amiga não deveria existir nunca.
Infelizmente a inveja e a fofoca sempre foram as maiores vilãs. Sobre este pecado capital, minha amiga adora dizer: contra fatos não há argumentos.
Por isso que considero a amizade mais sólida e coesa entre os homens. Claro que podem sentir inveja do outro e a amizade acabar ou nunca existiu, mas é muuuuuuito difícil homem sentir ciúmes do amigo (só quem é gay mesmo: fato), nada abala um clã, a lealdade de dois amigos homens porque fofoca é muuuuuuuito incomum, acho que só fazem fofoca sobre as mulheres, se engordaram, ficaram feias com o tempo, não perdem tempo falando mal de outro "camarada". Caso contrário, não saiu do armário e desanda falar do fulano que "pegou" a fulana ou fulano e por aí vai, são os que gostam de mulher e não da mulher.
Quando os homens amigos resolvem mandar um "alô" no aniversário, se reunir para um almoço, chopp ou futebol, podem fazer uma vez a cada dez anos, mas é como se aquilo tivesse acontecido ontem, não perde nunca a naturalidade da coisa.
A amizade entre homem e mulher não existe meeeesmo, entre irmãos é óbvio, se não, deve existir algum interessezinho básico entre alguma parte, mesmo que o outro nem saiba disso ou demore para perceber...Não consigo acreditar em amizade entre uma mulher e um homem gay sem que haja também algum interesse em alguma coisa, mesmo que seja no irmão dela ihihih
Bom, quanto às minhas amigas, sei bem direitinho quem são: as que aceitam meus defeitos, me alertam sem alarde e me compreendem. Sabem respeitar o meu recolhimento, não me julgam por isso. Mesmo que não telefonem ou desapareçam em dois aniversários consecutivos, de repente emergem das cinzas para dar um alô ou para saber se está tudo bem.
A amizade é um bem mais poderoso, mas uma via de mão dupla. Não pode existir cobranças, mas que o primeiro passo, o primeiro email, a puxada de orelha, sejam atitudes obrigatórias de uma das partes. Não pode esperar que parta do outro porque a questão não é ver quem está com a razão ou não, mas agir e demonstrar carinho.
De fato a traição é mesmo o fator mais forte para uma amizade acabar, porque mesmo já possuindo alguma fôrma, acaba a solidez, quebra, ploft. O resto, as bobeiras, as bobagens e as babaquices, são apenas detalhes. Agora, caso se torne algo significativo para alguma das partes,a amizade pode NuncA ter existido realmente, simplesmente passou aquela pessoa na vida ou não passava de uma "amizade virtual".
19 de maio de 2012
A REALIDADE DE UMA ESCOLA PÚBLICA
Estrutura física e material precárias.
Ambiente pouco acolhedor.
Salas de aula quentes e empoeiradas.
Crianças suando, com sede de aprender.
Rumores de piolho, crianças sem mães.
Capacidades subestimadas.
Impotência para solução.
O que mais se escuta é "NÃO".
"Colar bumbum" de criança,
é aprisioná-la na multidão.
Desejo de transformar e não vou reclamar.
Apenas não cruze os meus braços,
porque cumprirei minha missão.
A SOLIDARIEDADE E A PUREZA DAS CRIANÇAS...É A VIDA, É BONITA E É BONITA
Cada vez mais acredito que a solidariedade humana, é uma das características do ser humano que é inata, e vai sendo lapidada ao longo da vida. Quero dizer que não é um aspecto relacionado à personalidade, que é nasce com a gente, mas a essência não muda. As crianças são solídárias, TODAS, entretanto, umas são mais estudiosas, curiosas, engraçadas, preguiçosas, risonhas do que outras.
Mas a solidariedade está alí, na essência, na alma.
"Tia, eu nunca vou esquecer o seu misto quente" - Sabia que esta frase teria algum impacto no futuro, porque como relatei no outro post, o sanduíche-íche-íche em questão, representava de uma forma simbólica : TUDO O QUE REPRESENTA PARA MIM. Pode ser afeto, gratidão, respeito, amizade, mas ela realmente não se esqueceu... PROPAGOU, tornou-se desde então a maior divulgadora do meu trabalho.
As condições podem não permitr que ela esteja mais presente, mas os amigos que precisam de apoio, são meus alunos.
Um dos meus flimes favoritos é "A corrente do bem" , que mostra a importância da solidariedade, como elos que se formam entre todos, quando cada um faz a sua parte.
Os cães são também exemplos disto. O meu eterno cocker dourado, lambia minhas lágrimas, deitava-se ao meu lado quando estava triste e fazia muitas gracinhas especiais. Por outro lado, já carreguei aproximadamente 13 Kg colo, correndo, para chegar ao veterinário que ficava a quase 6 quadras de distância. Em outra situação, quase fui atropelada por um ônibus, quando o CÃO-TDAH resolvia sair correndo em plena rua Jardim Botânico, ao escutar uma moto arrancar.
Não sei como estou até viva depois de tudo que passei com ele, e faria tudo de novo se fosse preciso!
Se sabemos que a pureza inevitavelmente se extingue com o tempo, só nos resta sermos solidários, menos egoístas, mais sensíveis. O retorno aparece de uma forma ou de outra, através da dor ou do amor.
23 de abril de 2012
Alves Alves
“Há
escolas que são gaiolas e há escolas que são asas. Escolas que são gaiolas
existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados
são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde
quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros.
Porque a essência dos pássaros é o vôo. Escolas que são asas não amam pássaros
engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros
coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já
nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser
encorajado.”
Rubem Alves
21 de março de 2012
FAÇA DE TUDO PARA APARECER UM SORRISO
O aluno novo é como uma caixinha de música, depois de mecanicamente fazermos ela tocar, poderá sair lindas melodias. O ponto de partida é identificar o sorriso, que pode ser tímido, nervoso ou de satisfação. O aluno novo quando sorri, pode facilitar os primeiros passos para traçar o caminho da aprendizagem.
O sorriso me ajuda a nortear os rumos das aulas, e um caso interessante, quando o sorriso trouxe uma revelação valiosíssima, o time de futebol preferido.
As aulas de tempos verbais precisam ser transformadas em algo prazeroso e neste caso, explicar o pretérito-mais-que perfeito do indicativo, em um sorriso tímido com aparelhos fixos, com "brekets" coloridos de vermelho, verde e branco, alternadamente em cada dente, me ajudou bastante:
"O Fluminense ganhara o Campeonato estadual em 1942". Opa sorriso...
O sorriso ficou maior ainda quando afirmei no presente do subjuntivo: "Que o Fluminense ainda ganhe muitos títulos". Quando percebeu que este é também o meu time, sorriu mais ainda, com satisfação.
Esta aula me lembrei dos áureos tempos como a professora metida do meu irmão, tricolor de coração... Para mim, foi ótimo colocar este time em questão porque, muito mais do que o time em comum, EU AMO O MEU IRMÃO, e o sorriso de felicidade ficou estampado no meu rosto durante toda aula.
O sorriso me ajuda a nortear os rumos das aulas, e um caso interessante, quando o sorriso trouxe uma revelação valiosíssima, o time de futebol preferido.
As aulas de tempos verbais precisam ser transformadas em algo prazeroso e neste caso, explicar o pretérito-mais-que perfeito do indicativo, em um sorriso tímido com aparelhos fixos, com "brekets" coloridos de vermelho, verde e branco, alternadamente em cada dente, me ajudou bastante:
"O Fluminense ganhara o Campeonato estadual em 1942". Opa sorriso...
O sorriso ficou maior ainda quando afirmei no presente do subjuntivo: "Que o Fluminense ainda ganhe muitos títulos". Quando percebeu que este é também o meu time, sorriu mais ainda, com satisfação.
Esta aula me lembrei dos áureos tempos como a professora metida do meu irmão, tricolor de coração... Para mim, foi ótimo colocar este time em questão porque, muito mais do que o time em comum, EU AMO O MEU IRMÃO, e o sorriso de felicidade ficou estampado no meu rosto durante toda aula.
13 de janeiro de 2012
O profissional em particular
Em todas as profissões, acredito que quando a pessoa realmente gosta do que faz, demonstra na sua vida pessoal de alguma forma. Altos executivos ou pessoas que dependem da internet para se comunicar, podem estar numa reunião em família, num lanchinho, no Natal ou aniversário, mas com os dedos nervosos no celular para ler ou escrever sei lá o quê. Muitos médicos, como a mãe de uma amiga de infância, não podia passar por uma estrada com algum acidente de trânsito no percurso, que parava para prestar socorro, mesmo que estivéssemos cantando Old Mac Donald had a farm yeah yeah uou... Uma atitude nobre e ética, mas tem cardiologista que vê pobre morrer quando está na praia.
Advogado então ... eu que o diga, não pára de pensar ou falar um segundo sequer em processos, leis, significados das palavras em latim, ações, ou em atos como processar, defender, acusar, mesmo antes de dormir, durante as refeições ou na mesa de bar. Conheci nutricionistas que adoooooooram falar sobre calorias, co posição de alimentos, mesmo devorando um Big Mac no intervalo de cursos.
No caso do professor, eu acho que a grande maioria tem uma certa mania em corrigir ou avaliar determinadas atitudes, e isso se deixar passar despercebido, pode ser muito irritante também. É muito comum o que professor seja meio "mandão" na vida pessoal: tenta corrigir os erros dos outros apontando-os como uma equação de 1º grau, uma reta, determina prazos para respostas ou atitudes, direta ou indiretamente e ainda possui uma escala de aferição automática (no seu GPS), que pode ir de 0 a 10, insuficiente a excelente, A a E e por aí vai.
Tento me policiar muito principalmente quando tenho a intenção ou pretensão de corrigir determinados comportamentos de amigos ou familiares. Mesmo assim, tenho a noção de que podem me achar incoveniente por isso. Porém sei também que nunca em qualquer conversa, com qualquer pessoa adulta, irei corrigir erros de Português, pois é deselegante, nem de História porque envolve política, religião, cultura e o contexto, além de Geografia principalmente porque odeio as decorebas geográficas e o meu GPS comete muitas falhas.
Corrigir quem quer que seja, não é educado e cada um pode ter seu ponto de vista.
Minha mãe conta que quando trabalhava em um Hotel, como secretária executiva, uma "colega" que era psicóloga quis corrigí-la afirmando que o correto era escrever que o Hotel era cinco ESTRELA, ao invés de cinco estrelaS, um gesto muito deselegante na tentativa de humilhá-la, e ainda por cima, corrigiu errado.
Em relação à Matemática, por exemplo eu simplesmente "deleto" na minha vida particular, definitivamente não gosto de calcular lucro e prejuízo e adoro gastar especialmente no mercado e cosméticos. Se chega uma conta em um restaurante, calcular, dividir, conferir os 10%, não pode ser feito por mim, não me ofereço para fazer e geralmente ou quase sempre não me solicitam para isso.
Como sou fascinada por Ciências, adoro conversar sobre este assunto: fisiologia, astronomia, seleção natural, sexualidade, anatomia, patologias, entre outros assuntos.
Mas não me controlo em pedir para o publicitário soltar o celular, o médico em curtir a viagem, o engenheiro parar de calcular tudo, o nutricionista em comer logo aquele bolo de chocolate delicioso e o advogado ser menos teimoso.
Advogado então ... eu que o diga, não pára de pensar ou falar um segundo sequer em processos, leis, significados das palavras em latim, ações, ou em atos como processar, defender, acusar, mesmo antes de dormir, durante as refeições ou na mesa de bar. Conheci nutricionistas que adoooooooram falar sobre calorias, co posição de alimentos, mesmo devorando um Big Mac no intervalo de cursos.
No caso do professor, eu acho que a grande maioria tem uma certa mania em corrigir ou avaliar determinadas atitudes, e isso se deixar passar despercebido, pode ser muito irritante também. É muito comum o que professor seja meio "mandão" na vida pessoal: tenta corrigir os erros dos outros apontando-os como uma equação de 1º grau, uma reta, determina prazos para respostas ou atitudes, direta ou indiretamente e ainda possui uma escala de aferição automática (no seu GPS), que pode ir de 0 a 10, insuficiente a excelente, A a E e por aí vai.
Tento me policiar muito principalmente quando tenho a intenção ou pretensão de corrigir determinados comportamentos de amigos ou familiares. Mesmo assim, tenho a noção de que podem me achar incoveniente por isso. Porém sei também que nunca em qualquer conversa, com qualquer pessoa adulta, irei corrigir erros de Português, pois é deselegante, nem de História porque envolve política, religião, cultura e o contexto, além de Geografia principalmente porque odeio as decorebas geográficas e o meu GPS comete muitas falhas.
Corrigir quem quer que seja, não é educado e cada um pode ter seu ponto de vista.
Minha mãe conta que quando trabalhava em um Hotel, como secretária executiva, uma "colega" que era psicóloga quis corrigí-la afirmando que o correto era escrever que o Hotel era cinco ESTRELA, ao invés de cinco estrelaS, um gesto muito deselegante na tentativa de humilhá-la, e ainda por cima, corrigiu errado.
Em relação à Matemática, por exemplo eu simplesmente "deleto" na minha vida particular, definitivamente não gosto de calcular lucro e prejuízo e adoro gastar especialmente no mercado e cosméticos. Se chega uma conta em um restaurante, calcular, dividir, conferir os 10%, não pode ser feito por mim, não me ofereço para fazer e geralmente ou quase sempre não me solicitam para isso.
Como sou fascinada por Ciências, adoro conversar sobre este assunto: fisiologia, astronomia, seleção natural, sexualidade, anatomia, patologias, entre outros assuntos.
Mas não me controlo em pedir para o publicitário soltar o celular, o médico em curtir a viagem, o engenheiro parar de calcular tudo, o nutricionista em comer logo aquele bolo de chocolate delicioso e o advogado ser menos teimoso.
4 de janeiro de 2012
FELIZ 2012 !!!! PELO MENOS A SOMA DÁ 5 UFAAAA
Quando estava na iminência de entrar de férias, uma mãe desesperada me liga para resolver um sério problema: A filha no 8º ano precisava tirar 5,0 para passar em Matemática. Estuda em uma escola cujo nome nunca tinha ouvido falar e até bem sugestivo, que lembra algo futurista. Ao chegar para a aula, percebi que era uma adolescente muito interessada em aprender, mas com o famoso bloqueio desta matéria.
Acredito que ao chegar nesta fase, o aluno já deve ter adquirido, no mínimo, conceitos básicos como a tabuada do 2 e também quanto é a raíz quadrada de 4. Explicar que a raíz quadrada de x ao quadrado é x, não é nada fácil para quem não responde prontamente que a raiz quadrada de 4 é igual a 2, diz que é 1, 5 10, qualquer número e não o 2. Além da aversão/bloqueio pelo número 2, raíz quadrada, os pares, os quadrados,etc. Nestas horas, a paciência do professor é ainda mais importante do que fazê-lo compreender porque 2 elevado a 0 é igual a 1.
Principalmente quando o conteúdo envolve polinômios, é mais complicado ainda. O que fazer? Como em apenas 4 aulas? pode ser possível...
Utilizando um certo malabarismo para "dar um pulinho no Tibet, meditar com o Dalai Lama e voltar para o Brasil", em uma corda bamba, acreditando no equilíbrio entre as bases e as raízes para saber o momento de parar, continuar ou retomar. Em apenas 8 horas de aula? Reforçar a tabuada do dois, e de todos os números, passar pela raíz quadrada, dar um pulinho na raíz cúbica, cruzar com o produto notável, fazer longas curvas nas operações com polinômios e finalmente dar voltas em quadrados?!? Resultado: fiquei completamente rouca e cansada como se fosse ter um colapso!!!! Repetia o tempo todo que ela iria tirar pelo menos 8. Questão de honra!
Não sei o que de fato aconteceu no meio desta maluquice toda, mas a mãe me ligou logo após, dizendo que foi renovar a matricula na escola e o professor de Matemática, que estava na escola por acaso, a chamou para fazer naquele momento a prova de recuperação especial. Ao sair da prova o professor fez sinal de positivo para ela e conforme a mãe relatou indicava que a filha havia passado.
Ainda fico sem saber o que ficou por trás deste sinal, mas acredito que nesta escola, especificamente, seja bem possível que o sinal positivo indica que a renovação da matrícula garante a aprovação, só pode....
Capice?
Ahhh... Toca o telefone no dia 31, o aluno:
- Bruna, estou ligando para desejar um feliz 2012 e dizer que passei de ano!
- Eu sabia! Parabéns! Para você também, tudo de maravilhoso, lindo......
- Bruna o R. está aqui e quer falar com você.
- Oi meu anjo feliz 2012, bla bla bla!
- ah...tá...legal... tchau. PLOFT
Non capisco niente di più !!! HAPPY NEW YEAR!!!
12 de dezembro de 2011
Bullying- O perigo no meio do caminho
Ficávamos as duas, cada uma na parte mais alta de um escorrega, comendo o nosso lanche em silêncio. Éramos muito amigas e cúmplices pelo fato de uma compreender a angústia da outra, sem apontar defeitos ou críticas.
A gota d'água aconteceu em um restaurante, com meus pais e meu irmão, quando VI e ESCUTEI uma mãe apontar para mim e falar com a filha :
-Se você não usar aparelho nos dentes vai ficar igual aquela menina ali.
Escutei letra por letra... Meu pai já tinha pedido a conta e, na hora, sem comunicar a ninguém, fui até a mesa desta senhora e, aos berros, mandei o meu recado tão sutil quanto um rinoceronte:
- Vá pra PQP... olhei nos olhos dela e saí correndo, chorando copiosamente...
Foi um desabafo, meus pais desnorteados, sem entender nada até que tive fôlego e contei. Meu pai apenas disse que eu fiz bem, mas não deveria ter virado às costas e sim encarar "de frente" a situação. Na hora pedi uma solução "na frente" e na semana seguinte já estava usando aparelho fixo.
Como nutricionista, escutava muito o discurso dos pequeninos pacientes:
"Me chamam de baleia na escola", " As meninas me chamam de bola", etc...
Nestes casos, achava interessante relatar o meu caso "dentário" para os meus pacientes fofinhos, pois apesar das questões serem diferentes, para lidar com situações como estas, só funciona mesmo com a fórmula: DESEJO + DETERMINAÇÃO= MUDANÇA. Como mediadora, entrei com a didática, cumplicidade, a restrição calórica e atividade física.
No meu caso, tive que contar com a ajuda financeira da meu pai para pagar o tratamento dentário, mas para um resultado eficaz, dependia muito mais de mim, seguir à risca as determinações do dentista. No caso das crianças com sobrepeso, todas apareceram no mês seguinte mais magras e agradecidas.
Um aluno que precisa de nutricionista é algo incomum, mas acontece. Tentei de toda maneira ajudar uma aluna a superar as péssimas notas, em um escola de péssima qualidade e resolver isso era a meta principal. Com muito esforço dela própria, mas com a total falta de colaboração do colégio dentre outras dificuldades associadas (como o próprio "bullying- sobrepeso"), repetiu o 5º ano.
Recebi a ligação do pai, triste, mas com a esperada notícia. Sugeri que este fato fosse o ponto de partida para a mudança da escola e para um melhor preparo para avançar nos estudos. Quando pediu para falar comigo, utilizei mais uma vez o meu exemplo, neste caso, porque repeti a 7ª série, atual 8ºano, o qual foi fundamental para que eu adquirisse mais maturidade.
Ela simplesmente respondeu:- "Tia, eu nunca vou me esquecer do seu misto quente". Mesmo percebendo o grau de profundidade desta afirmação, tenho certeza que no próximo ano, os problemas principais na escola serão resolvidos.
É claro que tentarei fazer um misto quente mais light para ela, mas talvez nem seja preciso porque pode aparecer magrinha e feliz, quem sabe?
Depende dela somente...EU SEMPRE ACREDITO!
30 de novembro de 2011
Autonomia para aprender
Alô Bruna? Quem fala é a Sandra, mãe do Caio que precisa de aula particular. Qual é o método de ensino que você utiliza?
- Sandra, o método que ensino não tem um nome específico, é o meu método. Mas me inspiro no Vygotsky, Freire, Piaget etc.
- Ah...
Até parece que é de fato Sandra mãe do Caio... pode ser qualquer coisa mas esta, definitivamente não é uma pergunta que uma mãe faz em particular. A mãe geralmente começa assim: Bruna, é a Sonia mãe do Lucas, que tirou 4,5 em Matemática e 5,0 em Português e História, não é Lucas? Então, eu não sei mais o que fazer com esse menino Bruna, você me entende, ele não presta atenção quando tento explicar, tenho mais dois filhos, trabalho, arrumo a casa, meu marido nervoso e estou prestes a surtar!?!?
- Calma Sonia, diminua um pouco o excesso de cobrança de tanta responsabilidade. Vamos lá......
Agora, para que a Sandra me entendesse, teríamos que tomar um cafezinho para explicar melhor:
"Não é possível formar um sujeito autônomo sem liberdade"
Ao longo do tempo, percebi que ser professor é como uma ponte que liga o aluno ao conteúdo. Para que ocorra sem maiores interferências, é preciso respeitar o que o aluno quer e saber o QUE naquele momento ele está disposto a aprender. Cumprir os prazos impostos pelas obrigações, mas estudar com maior profundidade o que o interessa mais naquele momento.
Sabemos que o conteúdo é flutante e transdisciplinar, mas isso geralmente não vem sendo levado em consideração atualmente nas escolas.
Na Escola da Ponte em Portugal, não há salas de aula, provas para teste de conhecimento valendo pontos, divisão por idade, carteiras, entre outras características. Foram comparados os resultados obtidos pelos ex-alunos da Escola da Ponte com as classificações obtidas pelos alunos de outras escolas e concluíram que os ex-alunos da Ponte, obtiveram melhores resultados no currículo do que os ex-alunos de outras escolas. Isso se explica diante da prioridade da escola quanto ao respeito e à atenção que é dada a cada aluno, individualmente. Estimulam os alunos a compartilharem e não a competirem entre si, com a finalidade de mostrar a importância da ajuda ao próximo. Além disso, valorizam a naturalidade do ensino, já que nada é feito de forma mecanizada.
Ao chegarem, os alunos optam por áreas de interesse e são desenvolvidos projetos de pesquisa individuais e em grupo. A cada ano, as crianças e os jovens criam as regras de convivência que serão seguidas inclusive por educadores e familiares.
De acordo com meu entendimento, o mundo ideal seria seguir um modelo como o adotado pela escola da Ponte, mas enquanto não acontece no Brasil, devemos nos adaptar ao modelo desta cultura regional permitindo que o aluno realize o que estiver predisposto a aprender, respeitando a naturalidade do ensino e as determinações da escola.
Acredito mesmo que este seja o melhor caminho para o desenvolvimento da autonomia, a qual é fundamental ser construída também em um ambiente educacional, seja ele qual for...
- Sandra, o método que ensino não tem um nome específico, é o meu método. Mas me inspiro no Vygotsky, Freire, Piaget etc.
- Ah...
Até parece que é de fato Sandra mãe do Caio... pode ser qualquer coisa mas esta, definitivamente não é uma pergunta que uma mãe faz em particular. A mãe geralmente começa assim: Bruna, é a Sonia mãe do Lucas, que tirou 4,5 em Matemática e 5,0 em Português e História, não é Lucas? Então, eu não sei mais o que fazer com esse menino Bruna, você me entende, ele não presta atenção quando tento explicar, tenho mais dois filhos, trabalho, arrumo a casa, meu marido nervoso e estou prestes a surtar!?!?
- Calma Sonia, diminua um pouco o excesso de cobrança de tanta responsabilidade. Vamos lá......
Agora, para que a Sandra me entendesse, teríamos que tomar um cafezinho para explicar melhor:
"Não é possível formar um sujeito autônomo sem liberdade"
Ao longo do tempo, percebi que ser professor é como uma ponte que liga o aluno ao conteúdo. Para que ocorra sem maiores interferências, é preciso respeitar o que o aluno quer e saber o QUE naquele momento ele está disposto a aprender. Cumprir os prazos impostos pelas obrigações, mas estudar com maior profundidade o que o interessa mais naquele momento.
Sabemos que o conteúdo é flutante e transdisciplinar, mas isso geralmente não vem sendo levado em consideração atualmente nas escolas.
Na Escola da Ponte em Portugal, não há salas de aula, provas para teste de conhecimento valendo pontos, divisão por idade, carteiras, entre outras características. Foram comparados os resultados obtidos pelos ex-alunos da Escola da Ponte com as classificações obtidas pelos alunos de outras escolas e concluíram que os ex-alunos da Ponte, obtiveram melhores resultados no currículo do que os ex-alunos de outras escolas. Isso se explica diante da prioridade da escola quanto ao respeito e à atenção que é dada a cada aluno, individualmente. Estimulam os alunos a compartilharem e não a competirem entre si, com a finalidade de mostrar a importância da ajuda ao próximo. Além disso, valorizam a naturalidade do ensino, já que nada é feito de forma mecanizada.
Ao chegarem, os alunos optam por áreas de interesse e são desenvolvidos projetos de pesquisa individuais e em grupo. A cada ano, as crianças e os jovens criam as regras de convivência que serão seguidas inclusive por educadores e familiares.
De acordo com meu entendimento, o mundo ideal seria seguir um modelo como o adotado pela escola da Ponte, mas enquanto não acontece no Brasil, devemos nos adaptar ao modelo desta cultura regional permitindo que o aluno realize o que estiver predisposto a aprender, respeitando a naturalidade do ensino e as determinações da escola.
Acredito mesmo que este seja o melhor caminho para o desenvolvimento da autonomia, a qual é fundamental ser construída também em um ambiente educacional, seja ele qual for...
24 de novembro de 2011
Medalha de Honra e Mérito - Respostas
IMAGENS QUE VALEM MAIS DO QUE MIL PALAVRAS
Estão representadas algumas imagens de homenagens espontâneas das crianças após um processo de aproximadamente dois anos de trabalho contínuo. Intessante notar que, quando atinge maior maturidade ou na adolescência, estas demonstrações de afeto e gratidão, tornam-se cada vez mais subjetivas.
Os adolescentes, principalmente os que me conhecem há mais tempo, com suas produções construídas ao londo do ano. Apresentam apostilas com as explicações das aulas, os exercícios resolvidos, telefonemas aos gritos de alegria "Bruna, Passei!" ou "Tirei Dez!" e geralmente guardam os seus trabalhos com as melhores notas.
Não há palavras para definir o que sinto ao receber presentes como estes... Acredito que seja a concretude da feliciade, maior do que a de ganhar na loteria porque não sei se esta "premiação financeira", de fato, se transforma em plenitude ao longo da vida.
21 de novembro de 2011
Particularidades em um universo particular
Um aspecto bastante relevante que observo no decorrer destes anos como professora particular é que, independente da escola, um conjunto de forças precisa estar envolvido no processo da aprendizagem: o equilíbrio familiar, a auto-estima do aluno, a relação com o sucesso e a noção do efeito das consequencias.
Quero dizer que, um aluno pode estudar em uma das melhores escolas, mas o excesso de exigências poderá acarretar prejuizos comportamentais. Chegam para a aula completamente sem energia, cansados psicologicamente e emocionalmente. A partir daí, a personalidade entra em ação e me impressiona ver aquela criança com sono, os olhos se fechando, mas a obrigação "gritando" mais alto. Geralmente conseguimos chegar até o fim. Quando esta energia esgotada não se mistura com a própria motivação, não há como o resultado ser positivo.
O que leva os pais a alimentarem esta ânsia de querer tornar seus filhos projetos de seus próprios desejos, uma vez frustrados? A mãe queria ser bailarina, faz ballet.... o pai, desejaria ser lutador ou falar ao menos uma língua estrangeira, faz inglês e alemão, judô, a avó sonha .... e a criança é quem sofre com este excesso de atividades. Conclusão: ou é hiper-agitada e não se concentra em nada do que faz (geralmente recebem o diagnóstico de TDAH), e as aulas de reforço tornam-se a extensão da falta de freio que para reverter, conto somente com o apoio dos pais.
No caso dos hipo-atentos, a aula particular pode ser ou um suplício ou um momento interessante para eles. Estão cansados e não querem escrever, ler algum texto, fazer exercícios e principalmente cálculos matemáticos. Pode acontecer quando não há uma disciplina nos horários em casa e dormem tarde. Tem muitos adultos que resolvem todos os seus problemas do cotidiano prontamente e por isso, geralmente odeiam fazer problemas matemáticos, se negam a ter o trabalho de pensar.
Muitos canalizam a atenção para o que mais gostam ou estão acostumados a fazer como: mexer no celular, desenhar, contar histórias sobre suas vidas etc. Nestes casos, que são mais comuns eu diria, é necessário que o professor vista a sua camisa "SOU PROFESSOR" com letras garrafais. Quero dizer que depende muito da mediação e intervenção do professor para alterar este quadro, REVERSÍVEL e não sei se tenho uma fórmula para isso. É quando eu sou uma espécie de professora-artista, faço uma espécie de "stand up teaching" rs ... É verdade, canto o hino nacional se for preciso em uma aula de história, as fórmulas são escritas como notas musicais e orquestradas, recito poemas com entonações variadas e faço rimas para que alguma aprendizagem fique registrada. Estes alunos me acham muito engraçada, mas só assim que o hipo-atento presta atenção: na diversão!
Outros, podem estudar em uma escola muito fraca, mas DESEJAM aprender, realizar. Trabalham constantemente a sua auto-crítica e auto-aprendizagem. Estes são com quem mais aprendo pois a curiosidade para o saber, me faz agir na mesma direção em busca de mais conhecimento. Estes alunos conduzem as aulas naturalmente, não preciso me desgastar para convencê-lo de que precisa saber porque ele mesmo quer saber sobre tudo. Geralmente os pais me ligam com excelentes notícias e notas...
Aqueles que eventualmente tenham dificuldades provenientes de uma base muito fraca, criam muitas expectativas para que eu seja a única saída para finalmente ler uma nota dez na prova. Estes casos são bastante complexos porque às vezes a criança quer aprender aquilo que os outros sabem, muitos sofrem bulling em decorrência desta ansiedade e geralmente estão acima do peso, possuem falhas de laços afetivos na família e causam um sentimento de impotência da minha parte.
Ser mais uma mãe para os meus alunos é a melhor coisa do mundo, mas os que acreditam que eu farei este papel sozinha acabam se frustrando. Não tem muita saída, senão investir e motivá-lo cada vez mais, de maneira afetuosa e transparente.
Quero dizer que, um aluno pode estudar em uma das melhores escolas, mas o excesso de exigências poderá acarretar prejuizos comportamentais. Chegam para a aula completamente sem energia, cansados psicologicamente e emocionalmente. A partir daí, a personalidade entra em ação e me impressiona ver aquela criança com sono, os olhos se fechando, mas a obrigação "gritando" mais alto. Geralmente conseguimos chegar até o fim. Quando esta energia esgotada não se mistura com a própria motivação, não há como o resultado ser positivo.
O que leva os pais a alimentarem esta ânsia de querer tornar seus filhos projetos de seus próprios desejos, uma vez frustrados? A mãe queria ser bailarina, faz ballet.... o pai, desejaria ser lutador ou falar ao menos uma língua estrangeira, faz inglês e alemão, judô, a avó sonha .... e a criança é quem sofre com este excesso de atividades. Conclusão: ou é hiper-agitada e não se concentra em nada do que faz (geralmente recebem o diagnóstico de TDAH), e as aulas de reforço tornam-se a extensão da falta de freio que para reverter, conto somente com o apoio dos pais.
No caso dos hipo-atentos, a aula particular pode ser ou um suplício ou um momento interessante para eles. Estão cansados e não querem escrever, ler algum texto, fazer exercícios e principalmente cálculos matemáticos. Pode acontecer quando não há uma disciplina nos horários em casa e dormem tarde. Tem muitos adultos que resolvem todos os seus problemas do cotidiano prontamente e por isso, geralmente odeiam fazer problemas matemáticos, se negam a ter o trabalho de pensar.
Muitos canalizam a atenção para o que mais gostam ou estão acostumados a fazer como: mexer no celular, desenhar, contar histórias sobre suas vidas etc. Nestes casos, que são mais comuns eu diria, é necessário que o professor vista a sua camisa "SOU PROFESSOR" com letras garrafais. Quero dizer que depende muito da mediação e intervenção do professor para alterar este quadro, REVERSÍVEL e não sei se tenho uma fórmula para isso. É quando eu sou uma espécie de professora-artista, faço uma espécie de "stand up teaching" rs ... É verdade, canto o hino nacional se for preciso em uma aula de história, as fórmulas são escritas como notas musicais e orquestradas, recito poemas com entonações variadas e faço rimas para que alguma aprendizagem fique registrada. Estes alunos me acham muito engraçada, mas só assim que o hipo-atento presta atenção: na diversão!
Outros, podem estudar em uma escola muito fraca, mas DESEJAM aprender, realizar. Trabalham constantemente a sua auto-crítica e auto-aprendizagem. Estes são com quem mais aprendo pois a curiosidade para o saber, me faz agir na mesma direção em busca de mais conhecimento. Estes alunos conduzem as aulas naturalmente, não preciso me desgastar para convencê-lo de que precisa saber porque ele mesmo quer saber sobre tudo. Geralmente os pais me ligam com excelentes notícias e notas...
Aqueles que eventualmente tenham dificuldades provenientes de uma base muito fraca, criam muitas expectativas para que eu seja a única saída para finalmente ler uma nota dez na prova. Estes casos são bastante complexos porque às vezes a criança quer aprender aquilo que os outros sabem, muitos sofrem bulling em decorrência desta ansiedade e geralmente estão acima do peso, possuem falhas de laços afetivos na família e causam um sentimento de impotência da minha parte.
Ser mais uma mãe para os meus alunos é a melhor coisa do mundo, mas os que acreditam que eu farei este papel sozinha acabam se frustrando. Não tem muita saída, senão investir e motivá-lo cada vez mais, de maneira afetuosa e transparente.
9 de novembro de 2011
Quem me navega é o mar -A Educação é uma bússola
“À educação cabe fornecer, de algum modo, os mapas de um mundo complexo e constantemente agitado e, ao mesmo tempo, a bússola que permite navegar através dele”. Jaques Delors
Concordo com a metáfora utlizada por Delors para compreender os elementos fundamentais da educação e considero que a bússola a que se refere é o professor, a escola, seu círculo social e a família. Estes elementos, são como quatro pontos cardeais, fundamentais para que o aluno efetivamente construa os pilares essenciais da educação que são:
Concordo com a metáfora utlizada por Delors para compreender os elementos fundamentais da educação e considero que a bússola a que se refere é o professor, a escola, seu círculo social e a família. Estes elementos, são como quatro pontos cardeais, fundamentais para que o aluno efetivamente construa os pilares essenciais da educação que são:
- Aprender a conhecer
- Aprender a fazer
- Aprender a conviver
- Aprender a ser
Aulas Particulares - Vivências de um micro para um macro universo
O meu primeiro aluno como profissional da educação, era uma espoleta de 9 anos, estava no 4ºano, estudava em uma escola com propostas construtivistas, mas com práticas desconstrutivas. Me refiro ao excesso de liberdade que impede, principalmente nas crianças mais agitadas, ou 'hiperativas', um desempenho progressivo, que tenha disciplina e atenção como características em construção mas que deveriam ser constantemente trabalhadas e incentivadas .
O aluno fica imerso em uma abstração, diante de inúmeras tarefas que precisa desempenhar, sem que haja um propósito e um aprofundamento. Não consegue estabelecer limites para si e não importa o que esteja ao seu redor, porque não compreende a importância destes para o seu próprio bem estar e equilíbrio. Por isso, que em certos casos, o aluno agitado acaba desconstruindo seu progresso porque também está em uma escola que o torna ainda mais ativo. Não no sentido de sua produção, mas no de seu comportamento.
O L. foi um aluno tive, para comprovar empiricamente a proporção da minha paciência e determinação para tentar mudar algo que parecia não ter mais jeito. Achava que já tinha feito este teste de resistência quando ensinava o" Numerologuês" para o meu irmão. Este por sua vez, também foi desconstruído por escolas semelhantes a do L. e outro fator importante em ambos, foi a ausência de limites nos lares.
FAMÍLIA QUE NÃO IMPÕE LIMITES + ESCOLA QUE DESCONSTRÓI = ENERGIA EXTRAVASADA EM MÚLTIPLAS DIREÇÕES = FALTA DE FOCO
Não consegui ir adiante neste trabalho porque o seu contexto familiar não contribuiu para isso, mas considero fundamental este ponto de partida porque consegui superar os meus próprios limites, mesmo que já estivesse acostumada com isso.
O aluno fica imerso em uma abstração, diante de inúmeras tarefas que precisa desempenhar, sem que haja um propósito e um aprofundamento. Não consegue estabelecer limites para si e não importa o que esteja ao seu redor, porque não compreende a importância destes para o seu próprio bem estar e equilíbrio. Por isso, que em certos casos, o aluno agitado acaba desconstruindo seu progresso porque também está em uma escola que o torna ainda mais ativo. Não no sentido de sua produção, mas no de seu comportamento.
O L. foi um aluno tive, para comprovar empiricamente a proporção da minha paciência e determinação para tentar mudar algo que parecia não ter mais jeito. Achava que já tinha feito este teste de resistência quando ensinava o" Numerologuês" para o meu irmão. Este por sua vez, também foi desconstruído por escolas semelhantes a do L. e outro fator importante em ambos, foi a ausência de limites nos lares.
FAMÍLIA QUE NÃO IMPÕE LIMITES + ESCOLA QUE DESCONSTRÓI = ENERGIA EXTRAVASADA EM MÚLTIPLAS DIREÇÕES = FALTA DE FOCO
Não consegui ir adiante neste trabalho porque o seu contexto familiar não contribuiu para isso, mas considero fundamental este ponto de partida porque consegui superar os meus próprios limites, mesmo que já estivesse acostumada com isso.
O meio do caminho
Minhas contradições não estavam somente em torno da carreira profisssional. Até que exatamente no dia do meu aniversário, fiz uma festa onde conheci o grande amor da minha vida. Nos casamos e ele foi o maior incentivador em relação ao FAÇA O QUE VOCÊ GOSTA DE VERDADE DE FAZER.
Eu sabia o que era mas não COMO fazer isso. Trabalhar em escolas, claro... Mas na época eu estava ajudando a minha mãe na Locadora. Parece que sempre que minha mãe precisa de mim, as soluções aparecem por amor.
Resolvi começar a dar aulas particulares de Português, Redação, Inglês e Ciências.
Meu marido, um vendedor nato me ajudou a divulgar o meu trabalho: panfletagens, anúncios na internet, enfim....fiz de tudo para ter o meu primeiro aluno.
Neste meio do caminho, dava aulas de Educação Nutricional em um curso para babás e baby sitters e isso foi muito importante para a minha desenvoltura profissional.
Finalmente, recebi a ligação de uma mãe desesperada cujo fiho precisava de aulas particulares.
ASSIM COMECEI EFETIVAMENTE A MINHA JORNADA PROFISSIONAL COMO PROFESSORA DE CRIANÇAS: O QUE SEMPRE QUIS FAZER DA MINHA VIDA
Eu sabia o que era mas não COMO fazer isso. Trabalhar em escolas, claro... Mas na época eu estava ajudando a minha mãe na Locadora. Parece que sempre que minha mãe precisa de mim, as soluções aparecem por amor.
Resolvi começar a dar aulas particulares de Português, Redação, Inglês e Ciências.
Meu marido, um vendedor nato me ajudou a divulgar o meu trabalho: panfletagens, anúncios na internet, enfim....fiz de tudo para ter o meu primeiro aluno.
Neste meio do caminho, dava aulas de Educação Nutricional em um curso para babás e baby sitters e isso foi muito importante para a minha desenvoltura profissional.
Finalmente, recebi a ligação de uma mãe desesperada cujo fiho precisava de aulas particulares.
ASSIM COMECEI EFETIVAMENTE A MINHA JORNADA PROFISSIONAL COMO PROFESSORA DE CRIANÇAS: O QUE SEMPRE QUIS FAZER DA MINHA VIDA
Nunca abandonei ou abandonarei a Pedagogia
Concomitante à Pós Graduação em Nutrição Materno Infantil, iniciei o Curso de Pedagogia na UNESA, tão pertinho da minha casa. Deus ajuda mesmo, pois durante 4 anos fazia viagens diárias para Niterói de ônibus que muitas vezes duravam 4 horas do meu dia, e me faziam chorar muito escutando a "Hora do Brasil" no retorno para casa.
Na Faculdade de Pedagogia me esbaldo, é o local que me identifico, me faz bem. Só fico um pouco preocupada com a formação de professores que não sabem escrever bem, algo comum no curso.
Todas estas experiências são válidas e em relação ao trabalho, tínhamos uma locadora de filmes onde eu trabalhava nas férias, finais de semanas e feriados. Foi uma forma que encontrei de conseguir um dinheirinho extra porque até então não estava vendo dinheiro como Nutricionista, a maioria que atendia eram adultos, doentes, obesos, diabéticos ....
Agora, quando atendia uma criança... eu adorava. Tive excelentes resultados, principalmente com os gordinhos que sofriam de "bulling" na escola. Em 1 mês voltavam bem mais magros, vaidosos, felizes e gratos. Para mim, este efeito do meu trabalho como nutricionista valia mais do que qualquer dinheiro que pudesse receber na vida!
ENSINEI CRIANÇAS A SABEREM ESCOLHER MELHOR O QUE COMER !
TRABALHEI O TEMPO INTEIRO COM A AUTO-ESTIMA , MOTIVAÇÃO E PERSEVERANÇA.
Fui uma nutricionista-professora. Ainda sou nutricionista, mas agora SOU PROFESSORA
UFFFAAAAAA
Na Faculdade de Pedagogia me esbaldo, é o local que me identifico, me faz bem. Só fico um pouco preocupada com a formação de professores que não sabem escrever bem, algo comum no curso.
Todas estas experiências são válidas e em relação ao trabalho, tínhamos uma locadora de filmes onde eu trabalhava nas férias, finais de semanas e feriados. Foi uma forma que encontrei de conseguir um dinheirinho extra porque até então não estava vendo dinheiro como Nutricionista, a maioria que atendia eram adultos, doentes, obesos, diabéticos ....
Agora, quando atendia uma criança... eu adorava. Tive excelentes resultados, principalmente com os gordinhos que sofriam de "bulling" na escola. Em 1 mês voltavam bem mais magros, vaidosos, felizes e gratos. Para mim, este efeito do meu trabalho como nutricionista valia mais do que qualquer dinheiro que pudesse receber na vida!
ENSINEI CRIANÇAS A SABEREM ESCOLHER MELHOR O QUE COMER !
TRABALHEI O TEMPO INTEIRO COM A AUTO-ESTIMA , MOTIVAÇÃO E PERSEVERANÇA.
Fui uma nutricionista-professora. Ainda sou nutricionista, mas agora SOU PROFESSORA
UFFFAAAAAA
Nutrição e Educação - Um encontro às escuras
Tentei passar no vestibular para Medicina durante dois anos, mas passei em Odontologia e Nutrição para Universidade Pública. Medicina passei na particular mas fiquei com medo de arriscar.
A sorte da população brasileira é que não queria MESMO ser dentista. Não tenho habilidade manual e destreza suficientes para ficar 1 hora trabalhando em um dente.
Como nutricionista fui uma ótima professora dos pacientes porque o que fazia era dar aulas para as crianças sobre o que é uma alimentação saudável. Utilizava todos os recursos lúdicos e minha vocação para convencê-los a mudar os hábitos.
OPA! Nutricionista pode educar? Sim. Existe Nutrição em Pediatria? Sim. Posso ser nutricionista em escolas? Sim....este universo começou a me interessar bastante... Além de sempre apreciar uma boa comida, estava bem magrinha e meus pais e minha madrinha, principalmente, afirmavam veementemente que eu poderia ser uma Nutricionista rica. Minha madrinha aprovou e disse que no futuro a maior preocupação das pessoas será a alimentação. Nutricionista é chique... Realmente é muito chique.
Me formei na UFF, mas a única matéria que eu realmente gostava era nutrição infantil e psicologia. Não gostava de cortar os alimentos, analisá-los na sua composição química...nada disso. Estava decidida que faria Pós Graduação em Nutrição Materno-Infantil e foi assim que fiz na UERJ.
Eu adorei fazer esta especialização porque a educação nutricional infantil. Conheci a minha querida Professora Maria Claudia, que nasceu para ser professora e é Doutora em Nutrição, quem me orientou na elaboração da Monografia. O ato de pesquisar é algo muito instigante e por pouco fiz Mestrado em Nutrição, mas ainda não era o momento.
Resolvi dar continuidade com afinco ao curso de Pedagogia e simultaneamente dar aulas de educação nutricional no curso de babás Baby Brique.
Como Nutricionista cheguei a conclusão que ser um bom nutricionista é ser também um bom educador porque é necessário possuir características tão subjetivas quanto as de um professor para transmitir sua mensagem transformadora com afetividade, sedução, didática, paciência e acreditar que o resultado sempre será o melhor possível.
A sorte da população brasileira é que não queria MESMO ser dentista. Não tenho habilidade manual e destreza suficientes para ficar 1 hora trabalhando em um dente.
Como nutricionista fui uma ótima professora dos pacientes porque o que fazia era dar aulas para as crianças sobre o que é uma alimentação saudável. Utilizava todos os recursos lúdicos e minha vocação para convencê-los a mudar os hábitos.
OPA! Nutricionista pode educar? Sim. Existe Nutrição em Pediatria? Sim. Posso ser nutricionista em escolas? Sim....este universo começou a me interessar bastante... Além de sempre apreciar uma boa comida, estava bem magrinha e meus pais e minha madrinha, principalmente, afirmavam veementemente que eu poderia ser uma Nutricionista rica. Minha madrinha aprovou e disse que no futuro a maior preocupação das pessoas será a alimentação. Nutricionista é chique... Realmente é muito chique.
Me formei na UFF, mas a única matéria que eu realmente gostava era nutrição infantil e psicologia. Não gostava de cortar os alimentos, analisá-los na sua composição química...nada disso. Estava decidida que faria Pós Graduação em Nutrição Materno-Infantil e foi assim que fiz na UERJ.
Eu adorei fazer esta especialização porque a educação nutricional infantil. Conheci a minha querida Professora Maria Claudia, que nasceu para ser professora e é Doutora em Nutrição, quem me orientou na elaboração da Monografia. O ato de pesquisar é algo muito instigante e por pouco fiz Mestrado em Nutrição, mas ainda não era o momento.
Resolvi dar continuidade com afinco ao curso de Pedagogia e simultaneamente dar aulas de educação nutricional no curso de babás Baby Brique.
Como Nutricionista cheguei a conclusão que ser um bom nutricionista é ser também um bom educador porque é necessário possuir características tão subjetivas quanto as de um professor para transmitir sua mensagem transformadora com afetividade, sedução, didática, paciência e acreditar que o resultado sempre será o melhor possível.
Procura-se uma profissão
Ao terminar o Ensino Médio, fiz um teste vocacional que apontou uma tendência para Psicologia. Fiquei satisfeita com o resultado, porque sempre gostei de observar o comportamento humano (principalmente o das crianças). Mesmo assim achei que fosse aparecer a palavra Professora, mas quando cheguei em casa meus pais imediatamente falaram em tom mais alto:
Pai: Filha, Você quer ser pobre?
Mãe: Bruna, na Faculdade de Psicologia só tem gente doida...
-E Pedagogia?
Os dois: Você realmente quer ser pobre... Faça Medicina filha, uma profissão que te torne respeitada, rica,...bla bla bla.
Neste momento eu fiquei muito perdida. Acho que os pais não podem interferir neste momento tão diretamente, a não ser que eu quisesse ser.....Dançarina de algum programa de auditório, DJ ou surfista.
Pensei então: ter dinheiro significa entender sobre Informática. Neste final da década de 90, Informática estava na moda, era a profissão do "futuro".
Talvez como uma certa rebeldia foi isso que resolvi fazer. Apesar de ir para a Faculdade de Informática muito mais para observar como os professores davam suas aulas do que necessariamente para compreender aquilo. Na parte Matemática, expressões, cáculos e fórmulas eu ia muito bem. Mas a lógica da programação não entrava na minha cabeça.
Depois de 1 ano lutando contra o início de uma guerra interna de realização profissional, minha mãe sofreu um erro médico em decorrência de uma cirurgia mal sucedida e fiquei cuidando dela com a Tuquinha sempre com suas palavras de apoio e mostrando para todos que de ignorante, ela só era na leitura e escrita, mas sabia muito bem resolver os problemas com carinho, compreensão e principalmente com a "mão na massa".
Filha, você tem o perfil de médica, olha só a "frieza" que consegue ver este ferimento tão sério....
Bom, vou tentar medicina, sabe?
Mas quero ser pediatra, claro...
Pai: Filha, Você quer ser pobre?
Mãe: Bruna, na Faculdade de Psicologia só tem gente doida...
-E Pedagogia?
Os dois: Você realmente quer ser pobre... Faça Medicina filha, uma profissão que te torne respeitada, rica,...bla bla bla.
Neste momento eu fiquei muito perdida. Acho que os pais não podem interferir neste momento tão diretamente, a não ser que eu quisesse ser.....Dançarina de algum programa de auditório, DJ ou surfista.
Pensei então: ter dinheiro significa entender sobre Informática. Neste final da década de 90, Informática estava na moda, era a profissão do "futuro".
Talvez como uma certa rebeldia foi isso que resolvi fazer. Apesar de ir para a Faculdade de Informática muito mais para observar como os professores davam suas aulas do que necessariamente para compreender aquilo. Na parte Matemática, expressões, cáculos e fórmulas eu ia muito bem. Mas a lógica da programação não entrava na minha cabeça.
Depois de 1 ano lutando contra o início de uma guerra interna de realização profissional, minha mãe sofreu um erro médico em decorrência de uma cirurgia mal sucedida e fiquei cuidando dela com a Tuquinha sempre com suas palavras de apoio e mostrando para todos que de ignorante, ela só era na leitura e escrita, mas sabia muito bem resolver os problemas com carinho, compreensão e principalmente com a "mão na massa".
Filha, você tem o perfil de médica, olha só a "frieza" que consegue ver este ferimento tão sério....
Bom, vou tentar medicina, sabe?
Mas quero ser pediatra, claro...
Tuquinha- Uma aluna diferente
No decorrer da adolescência, não deixei de aproveitar o desejo de ser professora de modo algum. Meu irmão, dois anos mais novo, não queria me ver pintada de ouro para aprender mais nada comigo. Se antes já era difícil "segurá-lo", neste momento rebelde da vida dele, era algo impossível.
Tuquinha, começou a trabalhar na minha casa exatamente neste momento. Percebi que não sabia ler e escrever, quando pedi que fizesse uma receita de bolo. Dizia que só sabia escrever seu próprio nome.
Pronto! Encontrei uma aluna ideal para libertar a minha essência novamente.
Quando voltava da escola, era o momento de ensiná-la e tomar as lições e este que era o problema: Ela não fazia nenhum exercício que pedia para tentar fazer sozinha. Alegava que não tinha tempo, mas aos poucos fui percebendo que ela não estava interessada em aprender. Por isso, a considero uma aluna bem diferente , afirmava que peferia ser "ignorante" mesmo, assim que ela dizia mesmo: "sou muito burrinha".
Neste caso, o meu fracasso foi resultado da falta de motivação dela mesma, e apartir daí comecei a perceber algo muito importante: PARA APRENDER É PRECISO QUERER APRENDER
Mais tarde percebi que a Tuquinha escolheu ser ignorante, porque era mais seguro para ela mesma.
Tuquinha, começou a trabalhar na minha casa exatamente neste momento. Percebi que não sabia ler e escrever, quando pedi que fizesse uma receita de bolo. Dizia que só sabia escrever seu próprio nome.
Pronto! Encontrei uma aluna ideal para libertar a minha essência novamente.
Quando voltava da escola, era o momento de ensiná-la e tomar as lições e este que era o problema: Ela não fazia nenhum exercício que pedia para tentar fazer sozinha. Alegava que não tinha tempo, mas aos poucos fui percebendo que ela não estava interessada em aprender. Por isso, a considero uma aluna bem diferente , afirmava que peferia ser "ignorante" mesmo, assim que ela dizia mesmo: "sou muito burrinha".
Neste caso, o meu fracasso foi resultado da falta de motivação dela mesma, e apartir daí comecei a perceber algo muito importante: PARA APRENDER É PRECISO QUERER APRENDER
Mais tarde percebi que a Tuquinha escolheu ser ignorante, porque era mais seguro para ela mesma.
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