9 de novembro de 2011

Nutrição e Educação - Um encontro às escuras

Tentei passar no vestibular para Medicina durante dois anos, mas passei em Odontologia e Nutrição para Universidade Pública. Medicina passei na particular mas fiquei com medo de arriscar.
A sorte da população brasileira é que não queria MESMO ser dentista. Não tenho habilidade manual e destreza suficientes para ficar 1 hora trabalhando em um dente.
Como nutricionista fui uma ótima professora dos pacientes porque o que fazia era dar aulas para as crianças sobre o que é uma alimentação saudável. Utilizava todos os recursos lúdicos e minha vocação para convencê-los a mudar os hábitos.
OPA! Nutricionista pode educar? Sim. Existe Nutrição em Pediatria? Sim. Posso ser nutricionista em escolas? Sim....este universo começou a me interessar bastante... Além de sempre apreciar uma boa comida, estava bem magrinha e meus pais e minha madrinha, principalmente, afirmavam veementemente que eu poderia ser uma Nutricionista rica. Minha madrinha aprovou e disse que no futuro a maior preocupação das pessoas será a alimentação. Nutricionista é chique... Realmente é muito chique.
Me formei na UFF, mas a única matéria que eu realmente gostava era nutrição infantil e psicologia. Não gostava de cortar os alimentos, analisá-los na sua composição química...nada disso. Estava decidida que faria Pós Graduação em Nutrição Materno-Infantil e foi assim que fiz na UERJ.
Eu adorei fazer esta especialização porque a educação nutricional infantil. Conheci a minha querida Professora Maria Claudia, que nasceu para ser professora e é Doutora em Nutrição, quem me orientou na elaboração da Monografia. O ato de pesquisar é algo muito instigante e por pouco fiz Mestrado em Nutrição, mas ainda não era o momento.
Resolvi dar continuidade com afinco ao curso de Pedagogia e simultaneamente dar aulas de educação nutricional no curso de babás Baby Brique.
Como Nutricionista cheguei a conclusão que ser um bom nutricionista é ser também um bom educador porque é necessário possuir características tão subjetivas quanto as de um professor para transmitir sua mensagem transformadora com afetividade, sedução, didática, paciência e acreditar que o resultado sempre será o melhor possível.

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