O meu primeiro aluno como profissional da educação, era uma espoleta de 9 anos, estava no 4ºano, estudava em uma escola com propostas construtivistas, mas com práticas desconstrutivas. Me refiro ao excesso de liberdade que impede, principalmente nas crianças mais agitadas, ou 'hiperativas', um desempenho progressivo, que tenha disciplina e atenção como características em construção mas que deveriam ser constantemente trabalhadas e incentivadas .
O aluno fica imerso em uma abstração, diante de inúmeras tarefas que precisa desempenhar, sem que haja um propósito e um aprofundamento. Não consegue estabelecer limites para si e não importa o que esteja ao seu redor, porque não compreende a importância destes para o seu próprio bem estar e equilíbrio. Por isso, que em certos casos, o aluno agitado acaba desconstruindo seu progresso porque também está em uma escola que o torna ainda mais ativo. Não no sentido de sua produção, mas no de seu comportamento.
O L. foi um aluno tive, para comprovar empiricamente a proporção da minha paciência e determinação para tentar mudar algo que parecia não ter mais jeito. Achava que já tinha feito este teste de resistência quando ensinava o" Numerologuês" para o meu irmão. Este por sua vez, também foi desconstruído por escolas semelhantes a do L. e outro fator importante em ambos, foi a ausência de limites nos lares.
FAMÍLIA QUE NÃO IMPÕE LIMITES + ESCOLA QUE DESCONSTRÓI = ENERGIA EXTRAVASADA EM MÚLTIPLAS DIREÇÕES = FALTA DE FOCO
Não consegui ir adiante neste trabalho porque o seu contexto familiar não contribuiu para isso, mas considero fundamental este ponto de partida porque consegui superar os meus próprios limites, mesmo que já estivesse acostumada com isso.

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