9 de novembro de 2011

Procura-se uma profissão

Ao terminar o Ensino Médio, fiz um teste vocacional que apontou uma tendência para Psicologia. Fiquei satisfeita com o resultado, porque sempre gostei de observar o comportamento humano (principalmente o das crianças). Mesmo assim achei que fosse aparecer a palavra Professora, mas quando cheguei em casa meus pais imediatamente falaram em tom mais alto:
Pai: Filha, Você quer ser pobre?
Mãe: Bruna, na Faculdade de Psicologia só tem gente doida...
-E Pedagogia?
Os dois: Você realmente quer ser pobre... Faça Medicina filha, uma profissão que te torne respeitada, rica,...bla bla bla.
Neste momento eu fiquei muito perdida. Acho que os pais não podem interferir neste momento tão diretamente, a não ser que eu quisesse ser.....Dançarina de algum programa de auditório, DJ ou surfista.
Pensei então: ter dinheiro significa entender sobre Informática. Neste final da década de 90, Informática estava na moda, era a profissão do "futuro".
Talvez como uma certa rebeldia foi isso que resolvi fazer. Apesar de ir para a Faculdade de Informática muito mais para observar como os professores davam suas aulas do que necessariamente para compreender aquilo. Na parte Matemática, expressões, cáculos e fórmulas eu ia muito bem. Mas a lógica da programação não entrava na minha cabeça.
Depois de 1 ano lutando contra o início de uma guerra interna de realização profissional, minha mãe sofreu um erro médico em decorrência de uma cirurgia mal sucedida e fiquei cuidando dela com a Tuquinha sempre com suas palavras de apoio e mostrando para todos que de ignorante, ela só era na leitura e escrita, mas sabia muito bem resolver os problemas com carinho, compreensão e principalmente com a "mão na massa".
Filha, você tem o perfil de médica, olha só a "frieza" que consegue ver este ferimento tão sério....
Bom, vou tentar medicina, sabe?
Mas quero ser pediatra, claro...

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